Reparei na adversativa
Reparei na adversativa, porque a stora pediu. Falava-nos de terras, sentimentos e realidades. Eu estava lá bem no fundo da sala a tentar prestar atenção no meio de distracções. Sozinho… a janela era atractiva… puxava por mim, como se estivesse apaixonado. A paisagem era linda, cheia de dualidades, paradoxos, virgulas, com Fernando Pessoa no meio da pista de dança. O final do texto, em que o eu lírico reconhecia coisas, aproximava-se. Já tínhamos analisado centenas de textos debaixo de uma luz trepidante, os minutos eram dias, a professora falava, mas eu não compreendia nada. Estados de graça e fragmentações destruíam-me a pouca infância que me restava… a morte de Pessoa, pegava-se à alma e nem conseguia pensar. Sentia-me como ele e sentia saudade...
Guilherme Carvalho, 12ºE
Cadáver esquisito
Actualizado em Domingo, 21 Março 2010 12:25
O que é um sorriso?
É uma luz na escuridão.
Revolta sem Revolução
Actualizado em Domingo, 21 Março 2010 12:29
Nem dá gosto suar por um sonho
quando o sonho já é de quem não o quer
de quem não sabe que é sonho sequer.
Poesias (