Visita ao Castelo de Bragança

castelo-escola-thumbNo dia 16 de Abril, os alunos do CEF T2 visitaram o Castelo de Bragança, a Domus Municipalis e o Museu Militar.

Como vai sendo hábito, o São Pedro não se apiedou destas almas curiosas, sedentas de saber, e brindou-nos com mais um tenebroso dia de chuva!

Enrugámos a testa, torcemos o nariz, carpimos o pic-nic que o mau tempo nos negou… mas, sacudido o desânimo, esperámos uma aberta, procedemos ao ritual dos guarda-chuvas emprestados e, finalmente, partimos destemidos!

Poucos minutos depois, estávamos no recinto do castelo, onde entrámos espalhafatosos, apontando em todas as direcções e questionando cada placa ou objecto. Os canhões mostraram-se indiferentes e altivos mas, enquanto subíamos a robusta escadaria, as muralhas miravam-nos de soslaio, ciumentas dos nossos olhares indiscretos sobre a Torre de Menagem que alberga o Museu Militar: - Olha a nossa escola!... é tão diferente vista daqui!...

Invadimos o grande torreão (mas de mansinho, não fosse o exército zangar-se!), ávidos e expectantes de tudo!

Começámos por observar a cisterna que outrora abastecia o castelo, servindo agora como “poço dos desejos”: -“Aquelas moedinhas vinham a calhar! Quem as recolhe?”

Embalados pelo magnífico e inspirador cenário, lemos a lenda do castelo e todos sonhámos, tímida, envergonhada e silenciosamente, ser príncipes e princesas!

Depois foi altura de recordar o início da nacionalidade, o Condado Portucalense e as guerras que D. Afonso Henriques, rapaz aguerrido e de temperamento austero, teve de travar até à assinatura do Tratado de Zamora: - “1143, quem não sabe esta data, não é português!

As roupas do poderoso chefe tribal Gungunhana provocaram grande sensação, bem como os instrumentos de guerra por ele utilizados.

As estreitas escadas em caracol também mereceram a nossa maior atenção, não fosse o chão fugir-nos de repente! E Enquanto percorríamos as pequenas salas, esboçando sorrisos, caretas e expressões admiradas, as armaduras acompanhavam-nos desconfiadas e ciosas das suas armas.

Acabada a visita ao museu, chegou o momento de apreciar a famosa e única "Domus Municipalis". De forma hexagonal, surgiu discreta e tímida, espreitando ao lado da igreja de Santa Maria. Entrámos e sentimo-nos em casa, ocupando os firmes bancos de pedra onde outrora se sentaram e reuniram os “homens bons”. Olhámos o fundo da cisterna e descansámos um pouco, tagarelando e presumindo o mundo na Idade Média.

De regresso à escola, as muralhas foram-nos revelando o magnífico e privilegiado cenário onde a nossa escola se integra, enquanto a Torre de Menagem nos acompanhou, sem de nós se despedir, porque nos vigia a cada momento, protectora e cúmplice das nossas brincadeiras!

 

Anabela Fernandes

 

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